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Visitar Moncarapacho !!
Pequena Vila típica do Barrocal algarvio, por entre colinas suaves, onde vicejam hortas e pomares e não falta a presença das figueiras, amendoeiras e romanzeiras. As suas ruas conservam ainda algumas casas representativas da arquitectura burguesa do séc. XIX e início do séc. XX, sendo muito influenciadas pelos traços urbanos da vizinha cidade de Tavira, a cujo Termo (concelho) pertenceu até 1826.
No entanto, Moncarapacho já existia em 1368 (data de uma carta de El-Rei D. Fernando I, onde o nome da aldeia é citado) e passou a sede de freguesia em 1471.
Moncarapacho é conhecida por manter festejos de Carnaval que são dos mais antigos do Algarve.
Igreja Matriz Os elementos romano-góticos nos cunhais da rectaguarda e as nervuras de algumas abóbadas indicam a origem medieval. O seu portal principal é considerado como uma das mais belas obras de arte renascença (séc. XIV) do Algarve. Este portal é dominado pelo grupo escultórico da Anunciação da Virgem e as imagens dos apóstolos São Pedro e São Paulo. No interior merecem uma referência especial as pinturas das capelas das Almas, do Calvário e de Santo António e o núcleo de imagens dos sécs. XVII e XVIII, com destaque para as de Nossa Senhora do Rosário e do Senhor da Paciência |
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| Igreja da Misericórdia Será necessário solicitar aos funcionários da Igreja Matriz a permissão para uma visita a esta Igreja da Misericórdia. Tem reduzido interesse arquitectónico mas, no retábulo do altar-mor, que se pode visualizar na figura ao lado, encontram-se seis telas de pintura maneirista (finais do séc. XVI) representando cenas da vida de Cristo. |
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| Museu Paroquial Também muito perto da Igreja Matriz, encontram-se o Museu Paroquial e a Capela de Santo Cristo. O Museu Paroquial deve a sua existência a numerosos donativos de particulares e à persistência do padre Isidoro Domingos da Silva. |
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É, porém, o presépio napolitano do séc. XVIII - um dos mais antigos da Europa - a principal atracção do Museu. Composto por um total de 45 peças, representa a adoração do Menino Jesus. As figuras, com cabeça em terracota, pernas e braços em madeira, estão vestidas com sumptuosos trajos da época, a que não falta a presença da prata e do ouro. A Capela de Santo Cristo, anexa ao Museu, pode ser visitada aquando da visita deste, foi um local de grandes peregrinações provenientes de todo o Algarve nos sécs. XVII-XVIII e guarda desse período um valioso património. A construção é barroca do séc. XVIII, de grande simplicidade. O interior está revestido por azulejos policromados do tipo tapete (séc. XVII). Várias telas do mesmo século representam cenas da Natividade e um Coração de Jesus. O altar em talha dourada, tem imagens do séc. XVIII. Há ainda uma valiosa grade em pau santo (séc. XVII). Esta capela ainda hoje recebe inúmeras visitas de todo o Mundo atendendo ter fama de "milagreira". |
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Em volta de Moncarapacho existem diversos montes onde em tempos se localizaram ermidas e que actualmente são óptimos miradouros da paisagem circundante. Na Ermida ou Igreja de S. Sebastião dos Matinhos (em Bias-Norte), dedicada a este santo, tem lugar uma procissão anual, no primeiro domingo que se segue à Páscoa. Conta-se que várias vezes se tentou trazer a imagem do santo para Moncarapacho mas que sempre ele "fugia" para o local onde agora se encontra esta Ermida, pelo que os moncarapachenses tiveram mesmo que a erigir (na porta principal está gravado na pedra a data de 1713). O Cerro de S. Miguel (411 m), a cerca de 4 Km a noroeste de Moncarapacho é, sem dúvida, o local que proporciona um dos mais belos panoramas do Algarve, abrangendo a Sul, o litoral de Albufeira a Espanha e, a Norte, o alcantilado da Serra do Caldeirão. Este Cerro foi sempre um ponto conspícuo muito importante para os marinheiros, desde a Antiguidade - os Gregos chamavam-lhe Montanha Sagrada ou Monte Zéfiro (deus do vento oeste, que os levava para casa...). Segundo a tradição local, após a reconquista cristã, o cerro teria recebido o nome do santo preferido do Infante D. Henrique, atendendo ter sido o primeiro ponto de terra portuguesa que ele avistara no regresso da conquista de Ceuta. Ainda na primeira metade do séc. XX existia uma cruz de pedra no topo do cerro para assinalar o significado cristão dado ao local. Segundo a lenda também teria sido o Infante D. Henrique a construir a Ermida de S. Miguel, na encosta norte do Cerro de S. Miguel. Comprovadamente, esta Ermida existe pelo menos desde o séc. XVI e nela ocorreram romarias e pagamentos de promessas até ao séc. XIX. A Ermida proporciona uma bela vista de S. Brás do Alportel, e a possibilidade de se fazer piquenique em mesas de pedra. No interior encontram-se algumas imagens antigas de Nossa Senhora. Abre todos os terceiros domingos do mês, pelas 17 h, para celebração de missa. Também no Natal, é costume celebrar a Missa do Galo. Um outro miradouro
natural, desta vez situado a nordeste de Moncarapacho, é o
Cerro da Cabeça que,
para
além de panoramas que abrangem um vasto arco do litoral, tem a curiosidade
de ser perfurado por numerosas grutas que são as mais profundas do Algarve (gruta da Senhora, do Garrafão,
dos Mouros, da Ladroeira Grande e Ladroeira Pequena) e algares (algar Maxila,
90 m; algar da Medusa, 78; algar do João, 60m; algar do Próximo, 35m; etc.). Tudo isto é actualmente só acessível a espeleólogos. Panorâmica do Cerro da Cabeça: avista-se ao longe Tavira e Vila Real de Sto António, mais à direita está o mar, não incluído nesta fotografia. |
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